As dores do Bullying.


Houve uma época em que o Bullying foi assunto principal de várias matérias jornalísticas no Brasil. Falou-se muito dos seus danos. De como era largamente praticado nas escolas, principalmente nas públicas. Passada a explosão sensacionalista na mídia, o Bullying continua sendo praticado e não só nas escolas, mas esta prática também ocorre no seio familiar, no trabalho e nas rodas de amigos.
O trauma deixado por esta prática não é conhecido na sua exatidão, mas sabe-se que é bastante profundo e as sequelas são frequentes. Difícil é saber que prazer mórbido conduz uma pessoa a divertir-se criando apelidos, menosprezando e inferiorizando a outros. Até hoje não descobriu-se a razão para isso. A verdade é que quem sofre Bullying não esquece, pelo contrário, torna-se agressivo, antissocial e introvertido. Já houve casos que tornaram-se públicos na imprensa relatando casos em que a vítima de Bullying efetuou vários disparos a esmo dentro das dependências de uma escola pública. Fica claro que em casos assim o trauma gerou uma dor tão profunda que disparou a agressividade no indivíduo.
O que fica complicado entender é como as autoridades lidam com o assunto. Não há uma política que trate do assunto como uma prioridade principalmente nas escolas públicas, em contrapartida o Estado envolve-se cada vez mais nos assuntos familiares como a maneira de educar nossos filhos. Não há vontade política para gerir os problemas sociais mais comuns. Vemos o Brasil envolvido em uma das questões mundiais mais graves; As Drogas. O que tem sido feito? Uma política de repressão onde se busca punir os usuários de forma dura. Ora não seria eficaz se tivéssemos um meio disciplinar para os jovens em formação? Porque esperar que se tornem dependentes para só então inventarmos políticas eleitoreiras e ineficientes como abrigos, clínicas de recuperação e internamento obrigatório?
Voltando a questão do Bullying, o que faz o Governo para resolver a questão? A verdade é que o tempo se passa e esta prática continua sendo frequente em todos os ambientes sociais sem que nada seja feito. Enquanto tivermos a política do privilégio, do conchavo e dos jeitinhos, pouco ou nada será feito, até porque quando o autor do Bullying sofre denúncia e é “filho de” a coisa segue para a gaveta e por lá fica. Isso ocorre em casos de Discriminação, Preconceito Racial, Danos Morais, enfim. Pelo visto o famoso Bullying continuará sendo praticado livre e impunemente nas rodas sociais sem que as autoridades manifestem nenhuma vontade política de resolver a questão. Infelizmente estamos no Brasil.
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