Conto - Desejos de uma loba.


Lá estava ela, sentada á porta do quarto a observar a tênue luz da lua que invadia o recinto. A noite e sua brisa fresca era um convite para seus sonhos. Olhava a lua enorme no céu como se a namorasse, como se ela fosse um monumento incomum representando seus anseios de mulher. Vestia uma linda e transparente lingerie branca, nada por baixo, liberta como costumava dizer. Paquerava a lua e por ela era também paquerada. Estava mergulhada neste namoro quando sentiu a chegada de uma figura masculina á porta da casa, apresou-se a ir atendê-lo. Abriu a porta e percebeu que uma de suas mãos estava ás costas, escondendo algo. Ela volutuosamente inclinou-se e o beijou longamente. Os minutos foram longos naquele beijo e tão logo a magia cessou, ele expôs a ela um buquê de lindas flores brancas e vermelhas. Entre as rosas um cartão:

- Lá fora existe um mundo, mas pouco importo-me com o que nele haja se dele você não fizer parte. Te amo e meu mundo é nada sem você.
Ela, atônita, lágrimas nos olhos, beija-o novamente. O beijo tão longo quanto o primeiro fez com que ele soltasse um gemido. Deram as mãos e abraçaram-se forte como se temessem a fuga um do outro. Tomaram pequena distância um do outro e ele a afagou próximo a nuca arrancando-lhe um arrepio. Tomada ela arqueou o corpo retesando-o para trás, arfando. Trocavam carícias suaves enquanto permaneciam abraçados. Os corpos reagiam com desejo e paixão. Sentiam o crescer do calor como se os corpos fossem incendiar. Queimavam de ânsia. Ele a tomou nos braços e a conduziu para o quarto onde uma cama enorme os aguardava. O ambiente estava a meia-luz e exalava um suave perfume de canela. A colcha branca com detalhes de renda floridos davam a cama um ar convidativo. Ele a deitou devagar e ela com os olhos cerrados aguardou por seu beijo. Logo estavam despidos e entregues a paixão. Esqueceram as horas e o mundo, esqueceram de tudo. Ela gemia enquanto o corpo contorcia-se todo, apagaram-se as lembranças, a vida, o tempo. Ele desfez-se de tudo e dedicou-se apenas a ela. Nada mais lhe importava. Naquele momento para ele só importava saciar os desejos de uma loba.

Texto do Escritor Brasileiro Tony Casanova - Direitos Autorais Reservados ao autor. Proibida a cópia, colagem, reprodução ou divulgação de qualquer espécie ou em qualquer meio sob pena de infração ás Leis Brasileiras de Proteção aos Direitos Autorais.
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