Crônica - Pobre ou rico, o que vai ser?


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Há quem diga que a desigualdade social não existe. Pode até ser, mas que no Brasil nada é igual, isso eu tenho certeza. Vamos começar a ver isso pelo diálogo médico-paciente durante uma consulta:
Bom dia, o que a senhora está sentindo?
Doutor, a noite eu tava peidando muito e de manhã me caguei toda!
Provavelmente a senhora está com diarréia.

Arre égua! Isso lá é maneira de dirigir-se ao médico?

Agora vejamos o mesmo diálogo com alguém mais abastado financeiramente:

Bom dia, o que a senhora está sentindo?
Doutor, hoje pela manhã senti o estômago alto e expulsei muitos gases e pela manhã evacuei em grande quantidade.
Provavelmente a senhora está com infecção alimentar.

Estranho é na delegacia quando o pai vai tentar soltar o filho preso:

Doutor, o que aconteceu que prenderam meu filho?
O ladrãozinho tava metendo a mão na bolsa de uma senhora no supermercado.


Agora vejamos a mesma situação envolvendo o filho de um rico:

Senhor delegado, meu cliente sofre de um caso avançado de cleptomania e precisa ser liberado para receber cuidados médicos, por isso solicitei o Habbeas Corpus.


E na escola quando a mãe recebe a reclamação de comportamento da filha:


Mãe sua filha anda se comportando como uma piriguete!

Credo! Ai o bicho pega!

E a mãe rica:

Mãe a sua filha está se comportando como uma adolescente rebelde!

As vezes alguns fatos parecem engraçados, outros são de perder a graça. O diacho é que tudo isso é real, acontece mesmo. Como dizia o finado e saudoso Luiz Gonzaga, é na base do dezessete e setecentos. Dois pesos e duas medidas. Uma pra ricos, outra para pobres.

Texto do Escritor Brasileiro Tony Casanova – Direitos Autorais Reservados ao autor. Proibida a cópia, colagem, reprodução ou divulgação de qualquer espécie ou em qualquer meio sem autorização expressa do autor sob pena de infração ás Leis Brasileiras de Proteção dos Direitos Autorais.
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