Stand Up Comedy - Porque as grandes produções não decolam.


Muito boa a colocação do Humorista Tom Cavalcante em entrevista no Programa do Apresentador Carlos “Ratinho” Massa, onde ele falou a respeito do sumiço do humor nas grades de programação da televisão brasileira. A explosão do Stand Up Comedy no Brasil e a invasão deste segmento enlatado do humor na Internet veio como uma promessa de algo novo, riso fácil e farto na Net, mas porque ele não “decola”? Se tudo é feito de uma maneira tão profissional, atores, cenários, textos, equipamentos? O problema que ocorre com o Stand é o mesmo que ocorre com as mídias brasileiras. Quatro pessoas decidem o que irá para o ar. Ninguém preocupa-se com a opinião do telespectador, do leitor, ouvinte ou da platéia. Sem falar que alguns conteúdos são de gosto visivelmente pessoal. Alguém "acha" que isto "vende", que dá audiência e dá as ordens. Junto com o humor, foram extintos os filmes, seriados e desenhos animados que quando surgem na grade de programação, vem em horários infames, incompatíveis com o tempo do público. Tudo para dar lugar ás novelas e a venda de anúncios. Resumo: O patrocinador é quem paga, ele é quem manda!
O que afunda as grades de programação é a rotina, a repetição exaustiva de personagens. O mesmo ocorre com a música; repete-se a mesma canção durante todos os dias até que ela torne-se insuportável. Óbvio que este desgaste nas emissoras de rádio derruba as vendas de DVDs e CDs. Fato semelhante está ocorrendo com o Stand Up Comedy. Surgiram tantas ofertas deste segmento na Internet que a concorrência faz com que inundem a Rede Mundial com uma verdadeira avalanche de conteúdos de humor. Mas há algo que esquecem aqueles que se aventuram no mundo virtual como produtores de conteúdo ; os internautas são os produtores e não o público. Quem trabalha em Teatro e Televisão conhece e domina bem as técnicas para estas áreas, mas sobram feio quando o assunto é Internet.
A Internet requer minúcias, dispensa pompas teatrais e direções poderosas. O que bomba é o “Caseiro” e não a Super Produção. Um simples vídeo de um cão fazendo graça em casa pode receber mais, muito mais visualizações do que uma produção esmerada cheia de clichês e bordões, iluminação cara e atores de primeira linha. Assim como a Televisão brasileira “cansou” o público telespectador lhe empurrando novelas em todos os horários possíveis, extinguindo os filmes e eliminando o humor das grades, também as emissoras de rádios enfiam os gostos das gravadoras na goela dos ouvintes, assim aqueles que buscam qualidade, optam pela Internet como forma de obterem o que querem e quando querem sem interferência das gravatas dos produtores e das gravadoras. O problema é que a Televisão e o Rádio no Brasil não evoluem, regridem, mas a Internet sim. Lá o Público produz e agrada o público. O erro de quem vem da Televisão e Teatro para a Internet é chegar com pompa de Produtor e trazer tudo que o público desprezou na TV e no Rádio para cá. Péssima ideia e pelo visto, até aprenderem que na Net não se manipula conteúdo, ou é bom ou vai pro ralo, vai levar tempo.

Texto do Escritor Brasileiro Tony Casanova – Direitos Autorais reservados ao autor. Proibida a cópia, colagem, reprodução ou divulgação de qualquer espécie ou em qualquer meio sem autorização expressa do autor sob pena de infração ás Leis Brasileiras de Proteção aos Direitos Autorais.
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