Casamento - Porque os casamentos não duram como antes?


Porque em nosso Século tantas relações são construídas e na mesma velocidade se destroem? Desde os primórdios dos tempos que homens e mulheres dão-se em matrimônio e também em outras épocas, vinham a separar-se, mas no início as relações eram bem mais duradouras, algumas só encerravam com a morte. Assim fora concebida a Instituição Casamento, como algo que seria “...Até que a morte os separe.” Evidentemente que nem sempre as coisas saem tão bem quanto dito em juramento e a relação vai diluindo-se aos poucos, na maioria das vezes, por falta de competência de ambos na administração conjugal. Durante a união ambos sonham em permanecerem assim até o final de suas vidas e durante um bom período continuam sonhando assim, mas a união só sobrevive se houver presente o sentimento de entrega e ausente o sentimento de posse. Ai entramos na gangorra matrimonial que concede o equilíbrio vital para as relações. Sem sua estabilidade qualquer relação perece.
Há um binômio muito importante na vida das relação que é “Palavra e Ação”, que nós poderíamos converter aqui para “Promessas e Atitudes”. Ainda no juramento matrimonial nós declaramos:
“Aceitar o outro como legítimo esposo(a) para honrá-lo(a) e respeitá-lo(a) na saúde e na doença, na pobreza e na riqueza, na alegria e na tristeza até que a morte nos separe.” Ninguém precisa estar diante de um Juiz, Oficial ou Líder religioso para compreender que este juramento existe para relações sejam elas “preto no branco, no papel ou não.” Este é um juramento lógico, uma promessa que nem precisava ser feita, até porque fora estas circunstâncias quem em sã consciência aceitaria uma união? Apesar disso muitos acreditam que para que haja fé-pública um casamento precisa ser oficializado. Não meus amigos e amigas, não precisa! Todo casamento é iniciado e mantido pela vontade do casal em permanecer unidos, em dar-se em matrimônio, por esta razão falei sobre a gangorra matrimonial e a entrega espontânea. O casamento se daria mesmo que só houvesse aquele casal no mundo. Acredite, estariam casados da mesma forma, bastando para isso que desejassem.
O maior problema encontrado hoje e que reduz o tempo de convivência nas relações está justamente neste Binômio, onde aquilo que se promete não é exatamente aquilo que se faz. O passar dos tempos trouxe à humanidade a intolerância e a fez regredir ao tempo da Justiça praticada na base do Olho-por-olho, Dente-por-dente. Fim da tolerância, fim do perdão e a perda completa de esperanças, são os maiores motivos da destruição das relações hoje. Obviamente não se consegue resolver nada se nada fizermos para isso. Em muitos casos é mais fácil para o casal pensar numa separação iminente e seguir por novos caminhos do que tentar reconciliar e permanecer com a relação. Tentar salvar a relação significaria assumir erros, aceitar defeitos e ter que moldar-se ao outro, o que para muitos é um sacrifício que não vale a pena. Será?
Não existe uma só relação que não tenha trazido bons frutos, até mesmo aquelas mais conturbadas e de pouca duração. Todos os relacionamentos, principalmente aqueles que foram rompidos de forma brusca deixam seus pontos positivos, ainda que a priore não queiramos lembrar ou mesmo que tenhamos esquecido, mas que com o tempo iremos relembrá-los. Salvar uma relação é algo que deve ser feito enquanto ela ainda existe, enquanto houverem laços afetivos que não foram dissolvidos entre o casal. Laços que são importantes na manutenção da relação e da vida conjugal. Não adianta tentar inserir a culpa no outro, se algo bom ou ruim ocorre com ambos enquanto estão unidos, certamente será responsabilidade de ambos, que ao unirem-se, prometeram cuidar um do outro.

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