Papo de Poeta - Com Tony Casanova.


Primeiro quero agradecer sua presença aqui, obrigado e espero sinceramente que volte sempre. Nosso bate-papo hoje eu inicio com aquilo que penso sobre a Arte e os Artistas. Eu, enquanto escritor não sou diferente de nenhum dos meus colegas, sejam eles famosos ou anônimos, não sou melhor e tampouco sou pior, a cada um resta desenvolver a sua Arte, como todo Artista faz. Existe uma variedade de formas artísticas espalhadas pelo mundo, cada um com seu talento, seu dom. Lógico que todo artista almeja o reconhecimento, busca meios de incentivo para a continuidade da sua arte, eu não sou diferente. Se fosse não estaria aqui agora, assumindo de forma ousada, a posição de Artista. Para aqueles que dão importância a títulos, ser Artista é o máximo e ser chamado de artista é tudo, para mim é apenas a comprovação da existência de um dom, não um título a ser comemorado como troféu. Ganhar notoriedade, prêmios, troféus ou tornar-se célebre não são fatores que movimentam o que faço, nem mesmo são uma meta, um objetivo. Nunca pensei em leitores como cifras ou oportunidade de obter ganhos, mesmo porque não consigo me prender a textos produzidos de forma comercial cujo único objetivo seria engordar minha conta bancária. Não me importo quando alguém me rotula de "medíocre", "escritorzinho" ou seja lá como queiram me chamar. Não me atinge o fato de dizerem que escrevo auto-ajuda e que isto é decadente. Não persigo a fama e as críticas não me barram, apenas me incentivam a prosseguir. Não quero ser grande porque grande deve ser o meu leitor. Fama e notoriedade para que? Para julgar a mediocridade de outros? Para expor meu esqueleto diante dos holofotes e esquecer que estou onde estou não porque sou, mas porque a Arte me conduziu até ali? Honestamente não vejo em nada disso aquilo que se aproveite. Um Artista não é imortalizado por uma Academia, mas por sua Arte, por seu público a quem ele deve tudo! Sinto um profundo respeito e uma enorme admiração por todos os Artistas que me inspiraram, que me serviram de espelho e que foram Mestres sem que tenham sido indicados para isso, mas suas obras de tão magníficas e deslumbrantes fizeram em mim um discípulo. Quando meu dom para a escrita foi descoberto, eu precisava conhecer técnicas, criar novas formas, aprender a língua e as nuances desta Arte maravilhosa que é a Literatura. Dai em diante comecei a ler, estudar, pesquisar aqueles que me roubavam exclamações. Me sentia preso a cada um, a cada leitura, a cada mundo descoberto. Absorvi essências, técnicas e armei-me procurando usar e aprimorar as ferramentas que ia descobrindo. Estava simplesmente encantado com tudo, assim como hoje ainda me encanta ler um trecho e encontrar coisas que nunca havia percebido. Sem Best Seller, sem notoriedade, sem celebridade, mas com muita dedicação, ética e respeito pelo leitor, sigo aqui escrevendo estas mal traçadas linhas e lembrando que a palavra é um alimento e todo alimento deve ser saudável para quem consome.

Texto do escritor brasileiro Tony Casanova . Direitos Autorais reservados ao autor. Proibida a cópia, colagem, reprodução de qualquer natureza ou divulgação em qualquer meio, do todo ou parte dele, sem autorização expressa do autor, sob pena de infração ás Leis Brasileiras e Internacionais de Proteção aos Direitos Autorais.