Telefonia - A justiça das Operadoras. [Tony Casanova]


As vezes nós brasileiros somos submetidos a situações quando não humilhantes, no mínimo vergonhosas e estressantes. Um dos assuntos capaz de tirar qualquer um do sério é a maneira como são tratados os clientes das Operadoras de Telefonia Móvel. Honestamente gente, me revolta a forma como se brinca com as Leis deste País. Fica uma impressão maldita de que ninguém fiscaliza nada e a coisa corre solta. A única instituição do mundo que confere validade à moeda nacional são as operadoras de telefonia móvel. Você põe o crédito hoje e ele vale até uma data estipulada pela própria operadora. Mas meu Deus do céu! Meu dinheiro agora tem data para vencer e ele não se chama Real, mas denomina-se “Crédito” para as operadoras e vale até o dia em que elas queiram.
Falei da validade e agora vou falar também de outro absurdo! O tal do crédito “Bloqueado”, ou seja, seu dinheiro fica preso! Para liberar você é obrigado a fazer nova recarga, isto porque o seus créditos passaram da validade estipulada pela operadora. Trata-se de uma manobra para obrigar o cliente a comprar mais e mais créditos. Onde estão as Leis, os Legisladores Brasileiros? Que raio de Contrato Unilateral é este que põe validade na Moeda Nacional e dá as operadoras o poder de reter o dinheiro do cliente quando assim determinarem? Vamos falar um pouco da questão da Internet Móvel também. Existe uma operadora, esta que todos sabem qual é, que você compra um tal pacote de 15 Mb diários, o que perfaz um total de 450 Mb mensal, mas para surpresa de quem usa, sempre entra a mensagem avisando que “Você consumiu todo o seu pacote de dados”, ai você obriga-se a contratar novo pacote de mais 15 Mb que é automaticamente descontado do seu crédito. Seria ótimo, se a mensagem não entrasse várias vezes no mesmo dia. Desta forma, se você se planejou para uma recarga única por mês, utilizará esta recarga em duas semanas.
Vamos a mais absurdos? Você ficou sem créditos e para continuar falando, antecipa R$ 5,00 (Cinco Reais) e se passar de 24 horas para fazer uma nova recarga onde será descontado empréstimo, o valor cobrado será de R$ 5,00 (Cinco Reais) mais aproximadamente R$ 2,50 (Dois Reais e Cinquenta Centavos). O que é isso, juros maiores que o de cheque especial? Conheço agiotas cobrando bem menos. Que País estamos? E os Spams frequentes oferecendo uma semana grátis para isso e aquilo e após uma semana você paga somente.... Não havia sido proibido o envio de Spams através de telefonia móvel?Achei que sim. Mas fazer o que se o órgão competente precisa receber 12.000.000 de reclamações para fazer uma notificação que será ignorada? Quando forçados a se adaptarem, logo o Jurídico é acionado e pede tempo para a readaptação e espera a poeira assentar e esquece tudo.
É queridos, estamos no País dos assentamentos. Poeira assenta e todo mundo esquece. A mídia faz sua parte e esquece também. Ninguém pensa no bem coletivo, cada um segue por si e a vida continua, enquanto isso as operadoras de telefonia móvel deitam e rolam em cima do cliente. Quem imagina que é só telefonia móvel que faz das suas com os clientes, experimente a telefonia fixa. Aquelas que promete 100% de algo, mas só entregam 20% do volume contratado. As mesmas que fazem uma tal conta denominada transparente onde vem duas folhas, uma diz uma coisa e a outra diz diferente e você não entende nenhuma das duas, mas paga sem saber o que pagou. E aqueles equívocos onde surgem aquelas ligações para os Cafundós de Judas na conta daquela senhora que mora no interior e mal conhece a capital do seu Estado? Erro de sistema, dizem, mas até você resolver já gastou o valor da conta se deslocando até os locais onde se pode corrigir o tal “equívoco”. E se não pagar na data, tome corte. Pague primeiro e resolva depois, esperando a boa vontade de quem lhe atenda, quando atenda e que possa resolver a questão.

Texto do Escritor brasileiro Tony Casanova – Direitos Autorais reservados ao autor. Proibida a cópia, colagem, reprodução de qualquer espécie ou divulgação em qualquer meio, do todo ou parte dele, sem autorização expressa do autor sob pena de infração ás Leis Brasileiras e Internacionais de Proteção aos Direitos de Propriedade Intelectual. O uso da presente obra sem respeito aos créditos devidos ao autor incorrem em Crime de Plágio.