Conto l=I O anjo dos meus sonhos [Tony Casanova]


O intruso.

Faltava muito para terminar a noite, mas o sono não vinha. Olhava parado para o teto, observava as frestas nas telhas e procurava sabe-se lá o que nas paredes. Luz apagada, olhos acesos. Ficava pensando: - Logo, logo chegaria o dia. Alimentava neste pensamento a esperança de que isto acontecesse rapidamente. Estava assim pensando quando ouviu um barulho vindo da sala e assustado armou-se do que tinha para verificar quem o que estava na sala. O velho cabo de vassoura esquecido no quarto servia-lhe como um porrete. Sem acender a lâmpada segui, passo-a-passo em direção ao local onde ouvira o barulho.

O susto.

Assustou-se quando viu que alguém estava dormindo sob um lençol branco. Apesar da lua deixar o ambiente claro, não dava para distinguir de quem se tratava, mas o certo é que não havia convidado ninguém para estar ali, por isso teria que resolver a questão na base do porrete se fosse preciso. Com o coração disparado, adrenalina lá no alto, respirou fundo e com a ponta do cabo de vassoura levantou devagar o lençol que cobria o intruso. Arregalou os olhos com o que viu, mas não acreditou preferindo acender a lâmpada para confirmar o que via. Quase caiu ao acender a lâmpada e ver ali, deitada e em sono profundo, uma linda jovem vestindo somente uma fina calcinha e uma blusinha, ambas brancas.

Uma bela surpresa.

Não quis acordá-la, apenas observou, quase que hipnotizado, a beleza daquele corpo jovem. Ela dormia de lado, em posição fetal que realçava ainda mais seu corpo escultural. O bumbum empinado fizeram os olhos dele cravarem naquela região. Envergonhou-se por estar olhando e desejando uma desconhecida que dormia. Sentiu-se sujo por isso. Deveria acordá-la, pedir-lhe explicações e mandá-la ir embora. Intrigava-lhe o fato da jovem estar ali, na sua sala. Como havia entrado e que queria ela? Estava muito intrigado.
Resolvera enfim acordá-la e aproximou-se do sofá e tocando em seus ombros, sussurrou para ela:
- Moça, moça, acorde por favor!
- Hummm! Respondeu ela ainda com os olhos fechados.
Acorde moça!

O desejo.

Neste momento ela virou-se para ele que pode contemplar o quanto ela era bonita. Tinha olhos cor de mel muito claros. Seu rosto assemelhava-se ao de uma boneca de porcelana, destas que se fabrica na China. Tinha lábios perfeitos e carnudos. A moça olhou para ele e sorriu sem preocupar-se com o fato de estar só de calcinha e uma fina blusa de algodão que lhe deixava à mostra o bico dos seios pontiagudos. Também não importou-se com o fato dele estar dissecando seu corpo com o olhar de um felino. Ela simplesmente sorriu o sorriso mais lindo que ele já vira. Docemente ele lhe disse:
- Desculpa, mas preciso saber como entrou aqui e o que deseja de mim.
- Posso te responder do meu jeito?
- Como assim? Gaguejou ele.
- Assim. Logo após ela puxou seu rosto para o dele e o beijou ardentemente. Ele não resistiu. Ninguém resistiria a um beijo daquele dado por aquela mulher encantadora. Sucumbiu nos braços dela e mergulhou em sua ousadia fazendo-se ousado também. Enquanto a beijava ia tocando-lhe o corpo e sentia sua pele arrepiando. Ela sussurrava e crispava as unhas nas suas costas. Estavam emaranhados como se fossem um só. Suas mãos buscavam suas intimidades e ela arfava a cada toque. Abria-se para que seus dedos a explorassem. Gemia contorcendo-se feito uma cobra arrisca. Não resistiu e puxou-o para dentro de sí. Pediu que entrasse inteiro, que a tomasse forte e a fizesse sua. Já não resistiam ao orgasmo. Seus corpos retesavam e suados gozaram como nunca haviam gozado na vida. Suada, ela olhou para ele nos olhos e sorrindo perguntou-lhe:
- Vem cá, o que você ia perguntar-me mesmo hein?
Ele devolveu-lhe o sorriso e respondeu:
- Deixa pra lá.
Abraçados, sorriram alto sem preocupar-se com a madrugada.
Ele acordou ainda agarrado ao travesseiro e procurando a amada na cama. Sorriu ao perceber que tinha sido um sonho. O melhor sonho da sua vida.

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